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Valentino Viegas: "√Č fundamental divulgar todas as obras publicadas no universo lus√≥fono"

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Valentino Viegas nasceu em Pangim, Goa, √ćndia. Em 1962 veio para Portugal, onde prestou servi√ßo militar e tamb√©m no Norte de Angola. De Angola partiu para Mo√ßambique onde permaneceu durante cinco anos e onde tamb√©m foi funcion√°rio das Finan√ßas e do Banco Nacional Ultramarino. Matriculou-se no curso de Hist√≥ria, na Universidade de Louren√ßo Marques e terminou o Bacharelato em 1974. Concluiu a Licenciatura em Hist√≥ria, na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1976. Fez o Doutoramento em Hist√≥ria (Hist√≥ria Medieval), na Universidade de Lisboa, em 1997, com a Tese: ‚ÄúUma Revolu√ß√£o pela Independ√™ncia Nacional nos finais do s√©culo XIV‚ÄĚ. T√≠tulo da Tese Complementar: ‚ÄúRela√ß√Ķes de Vassalagem no Reinado de D. Pedro I. Subs√≠dios para o Estudo e Interpreta√ß√£o‚ÄĚ. Foi professor de Hist√≥ria do ensino secund√°rio, da Faculdade de Letras da Universidade Cl√°ssica de Lisboa e da Universidade Lus√≥fona. Beneficiou de bolsas de estudos, participou em v√°rias jornadas, a√ß√Ķes, col√≥quios, debates, e deu dezenas de confer√™ncias. Foi autor, organizador e apresentador do programa televisivo ‚ÄúA Revolu√ß√£o de 1383-1385‚ÄĚ. Publicou numerosos artigos em revistas e jornais e tamb√©m os seguintes livros: ‚ÄúSubs√≠dios para o Estudo de Legitima√ß√Ķes Joaninas (1384-1412)‚ÄĚ; ‚ÄúCronologia da Revolu√ß√£o de 1383-1385‚ÄĚ; ‚ÄúLisboa, a For√ßa da Revolu√ß√£o (1383-1385)‚ÄĚ; ‚ÄúInquiri√ß√£o sobre os Bens R√©gios nos Concelhos de Castro Verde, Almod√īvar e Padr√Ķes (1375-1376)‚ÄĚ; ‚ÄúUma Revolu√ß√£o pela Independ√™ncia Nacional nos finais do s√©culo XIV‚ÄĚ; ‚ÄúUma Revolu√ß√£o pela Independ√™ncia Nacional nos finais do s√©culo XIV. Documenta√ß√£o Joanina‚ÄĚ; ‚ÄúRela√ß√Ķes de Vassalagem no Reinado de D. Pedro I. Subs√≠dios para o Estudo e Interpreta√ß√£o‚ÄĚ; ‚ÄúAs Pol√≠ticas Portuguesas na √ćndia e o Foral de Goa‚ÄĚ; ‚ÄúA Direc√ß√£o-Geral da Sa√ļde. Notas Hist√≥ricas‚ÄĚ; ‚ÄúA Primeira Revolu√ß√£o Portuguesa‚ÄĚ; ‚ÄúA Morte do Her√≥i Portugu√™s. Da Guerra em Angola √† Invas√£o de Goa. Um Testemunho‚ÄĚ e ‚ÄúGoa, o Pre√ßo da Identidade, Invas√£o 50 anos depois‚ÄĚ.

Livros & Leituras ‚Äď Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou ‚Äúprofissional‚ÄĚ?

Valentino Viegas ‚Äď Escrever √© uma das formas mais genu√≠nas de se ter o prazer de desfrutar os encantos da vida e de se conhecer a si pr√≥prio. No decurso do ato da escrita descobrimos que, com a utiliza√ß√£o de simples combina√ß√Ķes de letras transformadas em palavras, podemos fazer eco de mensagens espec√≠ficas ou subliminares e pesquisar as ra√≠zes mais profundas do nosso √≠ntimo. N√£o sou, nunca fui e jamais serei profissional de escrita, porque nem todos os autores t√™m capacidade, talento e fasc√≠nio para viver apenas da escrita. Eu sou um deles. Todavia, se com a express√£o ‚Äútornar profissional‚ÄĚ se pretende significar gostar de escrever, posso assegurar que enquanto sentir o prazer de redigir, terei muito gosto de continuar a faz√™-lo.

L&L ‚Äď √Č preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?

VV ‚Äď Parece-me que n√£o √© necess√°rio ser um bom leitor para se ser um bom escritor, mas em geral os bons escritores s√£o tamb√©m bons leitores. Todavia, h√° escritores que s√£o capazes de escrever textos excelentes muito embora leiam pouco e outros que devoram livros e mais livros e s√£o med√≠ocres na arte de escrever. Em rela√ß√£o a esta mat√©ria controversa e de dif√≠cil entendimento, ningu√©m pode ter certezas. Estou em crer que o dom da escrita nasce com as pessoas. Depende de cada uma delas saber utiliz√°-lo e ter a capacidade para o aperfei√ßoar.

L&L ‚Äď O seu trabalho √© vers√°til ou, pelo contr√°rio, tem um estilo muito pr√≥prio e facilmente identific√°vel pelos leitores?

VV ‚Äď N√≥s somos o resultado do nosso passado e das circunst√Ęncias que nos rodeiam em cada momento de vida. Enquanto vivemos, desencadeamos um processo de readapta√ß√£o permanente em fun√ß√£o dos desafios que nos s√£o colocados pela exist√™ncia quotidiana. Nesta ordem de ideias, a escrita reflete a ess√™ncia do nosso ser e como estamos em permanente transforma√ß√£o tamb√©m a escrita tende a refletir as constantes mudan√ßas que se v√£o operando no nosso eu. A vida s√≥ faz sentido se formos capazes de ser minimamente criativos e soubermos adaptar esta criatividade ao devir universal. Como ainda sinto o sopro da vida, n√£o pretendo viver a minha exist√™ncia para ser facilmente identificado como um fotocopiador que na sua escrita apenas tem para oferecer fotoc√≥pias de cores diferenciadas.

L&L ‚Äď √Āreas como, por exemplo, a ilustra√ß√£o e a m√ļsica t√™m vindo a afirmar-se na sua rela√ß√£o com a Literatura. Como encara esse facto?

VV ‚Äď A vida √© um todo, tudo reflete em tudo, n√£o h√° separa√ß√£o, mas sim unidade org√Ęnica. Como o todo √© demasiado denso e complexo, para nossa comodidade, necessitamos de o estudarmos dividindo-o em partes, mas todas essas partes est√£o ligadas entre si em redes de dimens√Ķes infinitas. Se a ilustra√ß√£o e a m√ļsica t√™m vindo a afirmar-se na sua rela√ß√£o com a literatura melhor para o seu enriquecimento e tamb√©m para a afirma√ß√£o da ilustra√ß√£o e da m√ļsica. O benef√≠cio √© m√ļtuo. Esta rede de rela√ß√Ķes pode e deve ser alargada para outras √°reas de conhecimento. H√° sempre lugar para acrescentar novos saberes, porque o espa√ßo onde podem ser inseridos s√£o ilimitados.

L&L ‚Äď A tradi√ß√£o oral representa, nalguns pa√≠ses da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globaliza√ß√£o e a dificuldade em editar podem ser uma amea√ßa √† perda desse patrim√≥nio?

VV ‚Äď A identidade cultural n√£o √© est√°tica, mas din√Ęmica. √Č imposs√≠vel travar a marcha da evolu√ß√£o da humanidade. A globaliza√ß√£o √© uma consequ√™ncia natural do processo evolutivo que acompanha o devir universal. Todos os pa√≠ses necessitam de se adaptarem ao novo mundo que desponta, sob pena de serem ultrapassados e esmagados pelo seu rolo compressor. A lei do mais forte vai continuar a imperar em detrimento dos mais fracos. O livro representa o retrato de um determinado momento hist√≥rico tirada pelo seu autor. √Č fundamental deixar para a posteridade o registo da tradi√ß√£o oral, da√≠ que a dificuldade em editar os conte√ļdos da subst√Ęncia dessa tradi√ß√£o oral seja uma real amea√ßa para a perda do patrim√≥nio cultural, em especial nos pa√≠ses menos desenvolvidos.

L&L ‚Äď A L√≠ngua Portuguesa √© uma mais-valia no panorama liter√°rio mundial?

VV ‚Äď Sem d√ļvida que √© uma extraordin√°ria mais-valia. A literatura da l√≠ngua portuguesa √© riqu√≠ssima. H√° muitos autores que escrevem em portugu√™s do melhor que se publica no mundo. A grande vantagem da literatura portuguesa reside no facto de escreverem em portugu√™s pa√≠ses e regi√Ķes distantes e culturalmente diferentes. A nossa l√≠ngua √© o elo de liga√ß√£o de culturas t√£o diversificadas como a portuguesa e a timorense, a madeirense e a goesa, ou a brasileira e a macaense, mo√ßambicana, angolana, cabo-verdiana, guineense, etc. Com o progresso acelerado da emigra√ß√£o e da globaliza√ß√£o, os falantes em portugu√™s passaram a viver em todos os cantos do mundo e a literatura por eles produzida est√° a enriquecer a pr√≥pria escrita portuguesa. Pa√≠ses como Brasil, Angola e Mo√ßambique em grande ritmo de desenvolvimento econ√≥mico e crescimento demogr√°fico v√£o aumentar o n√ļmero de utilizadores da l√≠ngua de express√£o portuguesa e transform√°-la em uma das mais importantes do mundo.

L&L ‚Äď Quais os seus escritores lus√≥fonos favoritos e porqu√™?

VV ‚Äď Como sou portugu√™s nascido em Goa n√£o vou mencionar nenhum escritor portugu√™s natural do continente ou de Goa, mas apenas um de Angola e outro de Mo√ßambique, pa√≠ses onde tamb√©m passei alguns anos da minha vida. Mia Couto √© um escritor que sobressai. Ele tem a arte de tornar f√°cil aquilo que √© dif√≠cil de explicar. Gra√ßas √† sua pena, o vocabul√°rio da l√≠ngua portuguesa tornou-se muito mais rico por ter sabido incorporar no seu seio, remando contra os ataques dos cr√≠ticos, os h√°bitos, os costumes e o palpitar mais genu√≠no do povo mo√ßambicano. Como criador de palavras deu voz e divulgou o linguajar do povo mo√ßambicano a todos os amantes da literatura. No escritor angolano Jos√© Eduardo Agualusa, autor do romance ‚ÄúUm Estranho em Goa‚ÄĚ, pude comprovar como √© poss√≠vel conhecer um povo sem ser necess√°rio permanecer na sua terra por tempos infindos. Desconhe√ßo o per√≠odo de tempo que Agualusa esteve em Goa, o que sei √© que no seu livro revelou ser um excelente conhecedor da psicologia dos goeses e da sua cultura multifacetada que se perde na lonjura dos tempos.

L&L ‚Äď Ao n√≠vel da Literatura, que medidas poder√£o ser implementadas para que o universo lus√≥fono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?

VV ‚Äď √Č fundamental divulgar todas as obras publicadas no universo lus√≥fono, independentemente de serem autores consagrados ou n√£o, e deixar que a sele√ß√£o seja feita pelos leitores. A promo√ß√£o sistem√°tica de obras e o encontro entre os escritores, como o que se vai realizar em Montemor-o-Velho, √© uma maneira eficaz de p√īr os autores em contacto entre si e de se dar a conhecer as suas obras.

L&L ‚Äď A Internet e os recentes suportes inform√°ticos contribuem para o refor√ßo e promo√ß√£o do seu trabalho?

VV ‚Äď Sem d√ļvida, n√£o s√≥ facilitam como universalizam as informa√ß√Ķes em tempo recorde. Todos os progressos da ci√™ncia, quando bem aproveitados, s√£o excelentes ve√≠culos de comunica√ß√£o, todavia, apesar destes avan√ßos tecnol√≥gicos que permitem a divulga√ß√£o das not√≠cias em massa n√£o h√° nada que se compare ao contacto pessoal.

L&L ‚Äď Qual o maior desafio que j√° enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?

VV ‚Äď A ades√£o ao movimento de 25 de Abril de 1974 teve consequ√™ncias complexas na vida das pessoas, cujas implica√ß√Ķes as novas gera√ß√Ķes dificilmente poder√£o imaginar. Nas circunst√Ęncias extremamente adversas em que ocorreu, em termos profissionais, o maior desafio que enfrentei e venci foi a defesa da tese de Doutoramento em Hist√≥ria na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

*Entrevista realizada no √Ęmbito do ‚ÄúMunda Lus√≥fono ‚Äď 1¬ļ Encontro Liter√°rio de Montemor-o-Velho‚ÄĚ


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José Rodrigues Gameiro: "O gosto pela literatura vem do tempo da escola"

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Quem é?

JOS√Č RODRIGUES GAMEIRO (mais conhecido como Jos√© Gameiro)

Como e quando começou a interessar-se por literatura?

O gosto pela literatura vem do tempo da escola, tendo acabado por sair s√≥ com a 4¬™ classe. O contacto, por volta de 1957, com o Arquivo Municipal de Salvaterra de Magos, onde no seu esp√≥lio havia documentos que identificavam o concelho desde o s√©c. XIII, despertaram-me grande curiosidade. Meses depois, no mesmo ano, j√° no mundo do trabalho, por interm√©dio dos correspondentes locais do jornal O S√©culo, e de um regionalista, sediado em Santar√©m, passei a escrever alguns textos, onde o foco era o quotidiano da vila onde nasci, Salvaterra de Magos. Em 1964, o propriet√°rio e diretor do quinzen√°rio ‚ÄúAurora do Ribatejo‚ÄĚ, com reda√ß√£o em Benavente, contactou-me para ser colaborador naquele peri√≥dico, o que se manteve at√© ao seu desaparecimento. Outros jornais e revistas (estas especializadas, no mundo da columbofilia) desejaram e tiveram a minha colabora√ß√£o.

No jornal Vale do Tejo, ami√ļdas vezes, publicava uma ou outra cr√≥nica hist√≥rica (quer passada, quer recente), onde predominava a divulga√ß√£o do patrim√≥nio geogr√°fico, monumental, cultural, socioecon√≥mico, pol√≠tico e desportivo. Por volta de 1999, j√° liberto da responsabilidade do trabalho, onde angariava o meu sustento e da fam√≠lia, fui convidado a desempenhar fun√ß√Ķes no Vale do Tejo, que entretanto se sediou nesta vila.

Integrado num grupo interessado em fazer um bom jornalismo, ali sobressaía o seu director adjunto, o Dr. Mário Gonçalves, profissional exigente e dotado de uma forma de escrita precisa e concisa, que depressa me ajudou a enriquecer a minha fraca literacia.

Por que motivo resolveu escrever livros?

A oportunidade de escrever o livro: Salvaterra de Magos ‚Äď Vila Hist√≥rica no Cora√ß√£o do Ribatejo‚ÄĚ, apareceu em 1985. Sendo funcion√°rio aut√°rquico, colaborei na instala√ß√£o da Biblioteca Municipal. O vereador da cultura de ent√£o, Joaquim M√°rio Ant√£o, sondou-me‚Ķ Por que n√£o aproveitar o meu esp√≥lio documental e fotogr√°fico para a edi√ß√£o daquele livro, sob a responsabilidade da c√Ęmara municipal de Salvaterra de Magos.

Anos depois, em 1992, o livro há muito esgotado, voltou a ser reeditado. Agora, muitos anos passados, a mesma autarquia disponibilizou-se para uma 3ª edição.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Um dia, com um vasto arquivo de textos publicados, agrupados por assuntos, sa√≠ram 45 Cadernos, na cole√ß√£o ‚ÄúRecordar tamb√©m √© reconstruir‚ÄĚ.

Outras publica√ß√Ķes foram aparecendo, onde destaco o meu empenho na divulga√ß√£o da origem das fam√≠lias antigas de Salvaterra de Magos, brasonadas ou n√£o, mas as minhas genealogias (paterna e materna) ocuparam-me cerca de 20 anos a concluir, pois queria saber quem sou e donde vinha. Todos eles est√£o inseridos num blogue aberto, com o t√≠tulo ‚ÄúHist√≥ria de Salvaterra‚ÄĚ.

Em que é que se inspira para escrever um livro?

Desde muito cedo, interessei-me pelos assuntos da etnografia local, ou da regi√£o ‚Äď a lez√≠ria ribatejana.

Se n√£o fosse escritor, o que gostava de ser?

Tendo entrado no mundo do trabalho aos 12 anos de idade, onde estive mais de 45 anos em tr√™s atividades diferentes (15 anos cada) e sendo militar de premeio, agora h√° muito aposentado, n√£o encontro qualquer ‚Äúsonho‚ÄĚ que me fascine.

Quais s√£o seus autores preferidos?

Alves Redol, Francisco C√Ęncio, Bet√Ęmio de Almeida, Roberto Caneira, √āngela Sarmento e Maria Neto Salvado. Em assuntos hist√≥ricos: Alexandre Herculano, Rebelo da Sila e, de car√°cter erudito, com ra√≠zes no latim, n√£o deixo de ler o Prof. Dr. Justino Mendes de Almeida, e o Pe. Prof. Dr. Manuel Ant√≥nio Naia.

Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

Poder de síntese e escrita simples, usar o português escorreito, com assunto que vá cativar o leitor.

Para quando um novo projeto editorial?

De momento, vou utilizando o meu blogue www.historiasalvaterra.blogs.sapo.pt, onde vou colocando as minhas cr√≥nicas de um passado que tive conhecimento, ou que vivi, enriquecendo assim a hist√≥ria da minha terra-m√£e ‚Äď Salvaterra de Magos.


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Magda Roma: "Os livros são a maior referência na educação e aprendizagem de um indivíduo"

ENTREVISTAS - Escritores

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Quem é?

Magda Roma, 34 anos, licenciada em Nutri√ß√£o e Engenharia Alimentar e p√≥s graduada em Sa√ļde e Envelhecimento. Sou aventureira e lutadora. A minha vida, como de todos de uma forma geral, √© um carrossel, com altos e baixos. Mas √© nos baixos que se encontra a for√ßa, e nos altos que se recebe o pr√©mio pelo percurso. Sempre estive ligada √† nutri√ß√£o cl√≠nica, trabalhei em ambiente hospitalar e privado e j√° estive em √Āfrica. Voltei a Portugal e estou a concretizar um projecto antigo, escrever este livro.¬†

Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

Os livros s√£o a maior refer√™ncia na educa√ß√£o e aprendizagem de um indiv√≠duo. Encontro nos livros a base de toda a minha cultura pessoal e profissional. Sempre li e reconhe√ßo que livros de recreio s√£o um bom amigo para as f√©rias. Mas, sem d√ļvida, que prefiro ler obras ligadas √† minha √°rea profissional, a sa√ļde.

Por que motivo resolveu escrever livros?

Atrav√©s de¬†A Dieta Anticancro, a minha mensagem e os meus conhecimentos poder√£o chegar a mais pessoas. A import√Ęncia em mudar os comportamentos de risco, face a doen√ßas como o Cancro, √© um passo que as pessoas t√™m que dar se quiserem ficar de fora das estat√≠sticas que nos atormentam. O maior comportamento de risco, al√©m do tabaco, √© a alimenta√ß√£o. √Č, por isso, importante que todos compreendam que temos a nossa vida nas nossas m√£os, e ser doente ou saud√°vel s√≥ depende de n√≥s..

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Apenas escrevi este livro e sem d√ļvida que √© um livro do qual me orgulho. Muitos foram os artigos que escrevi ao longo da minha vida profissional para revistas da area e especialidade, mas, de tudo o que j√° escrevi, o mais desafiante e o que ir√° surtir altera√ß√Ķes no pensamento e na vida do leitor ser√° o livro "A dieta anticancro".

Em que é que se inspira para escrever um livro?

Para escrever este livro inspirei-me no Ser Humano e na Vida. A Vida pode ser bela e tranquila, ou pode ser¬†penosa, dependendo do que o ser humano faz dela. A necessidade da mudan√ßa das "verdades" e mentalidades da nossa popula√ß√£o foi a primeira fonte de inspira√ß√£o. A segunda foi o meu pai e todos os doentes que tiveram esta doen√ßa e que ficaram num beco sem sa√≠da no momento do diagn√≥stico, s√≥ porque a abertura da nossa vis√£o est√° reduzida para um √ļnico caminho.¬†

Se não fosse escritora, o que gostava de ser? 

Se não fosse escritora seria o que sou, nutricionista. Ajudar as pessoas, mudar mentalidades e rotinas é um desafio todos os dias, e eu aceito-o.

Quais são seus autores preferidos? 

N√£o tenho autores preferidos, pois como referi a base da minha leitura √© vasta e √© sempre no √Ęmbito de livros da √°rea de sa√ļde. Um autor que gostei muito de ler, e que foi uma refer√™ncia para esta obra, foi David Servan-Scheiber.

Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

Escrever, sim, mas com amor. Um livro escrito com amor, sente-se nas palavras do autor, como se ele estivesse a ler para nós.

Para quando um novo projeto editorial?

O quanto antes. Este livro requer continuação, pois muito há por dizer sobre este tema.


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Anabela Ramalho Neves: "Inspiro-me na realidade para escrever os meus livros"

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Quem é?

Sou Anabela Ramalho Neves.

Sou esposa, m√£e e trabalhadora. Conclu√≠, com √™xito, o ensino secund√°rio na √°rea de Humanidades e, alguns anos mais tarde, fiz um curso profissional de Contabilidade e Gest√£o. Decidida a tornar-me autossuficiente, segui cedo pelo mercado de trabalho, num percurso tudo menos uniforme. Sempre instigada pela √Ęnsia de realiza√ß√£o profissional e pessoal, dei por mim como operadora de caixa de supermercado. N√£o foi esta a profiss√£o que escolhi, nem √© a que mais me satisfaz financeiramente. No entanto, aprendi a gostar do que fa√ßo! E observo as pessoas √† minha volta com uma aten√ß√£o muito peculiar. Quando n√£o estou a trabalhar, e o or√ßamento me permite, gosto de fazer programas dirigidos ao meu filho: passeios, cinema, parques, jardins, piqueniques...

Por reconhecer a import√Ęncia da leitura desde tenra idade, procuro, sempre que poss√≠vel, ler hist√≥rias infantis com o meu filho. O meu √ļltimo livro, ‚ÄúQuero um gatinho amarelo‚ÄĚ, √© dedicado ao meu filho e tamb√©m a todas as crian√ßas que gostam de animais de estima√ß√£o e aos seus familiares que lhes incutem este valor.

Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

Desde os tempos de liceu que gosto muito de escrever. Em finais dos anos 80, tinha até um caderno onde anotava acontecimentos pessoais, uma espécie de diário. Também gostava de ler. Gostei de ler aqueles livros que eram obrigatórios na minha época de escola como, por exemplo, Os Maias, Amor de Perdição, os Contos de Eça… Também gostava daqueles livros onde havia um mistério que era desvendado, normalmente por jovens ou adolescentes, tais como Os inquéritos de Nancy, Uma aventura…

Por que motivo resolveu escrever livros?

Devido ao gosto pela escrita e ao trabalho mon√≥tono de operadora de caixa. Comecei a registar num blog as experi√™ncias que vivia com os clientes na linha de caixas. Situa√ß√Ķes muitas vezes caricatas. Era tamb√©m uma forma de desabafar. Foi atrav√©s do blog ‚ÄúA Lupa de Algu√©m‚ÄĚ que surgiram os meus dois primeiros livros.

Recentemente, surgiu o meu terceiro livro. √Č uma hist√≥ria para crian√ßas, onde o protagonista principal √© o meu filho, mas podia ser qualquer outro menino. Ele come√ßou a pedir-nos um gato de prenda de anivers√°rio em setembro, mas n√≥s, os pais, est√°vamos completamente contra. Ele foi de uma insist√™ncia t√£o grande e de um desejo t√£o puro que, pelo Natal, ele recebeu o seu t√£o desejado gato. Toda a hist√≥ria √© muito simples e pura, acho que as crian√ßas v√£o gostar.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Gostei de todos, claro. Mas o primeiro foi o que, at√© agora, mais impacto teve, levou-me a conhecer est√ļdios de televis√£o e a a ser entrevistada para programas televisivos em hor√°rio nobre. Conheci todo um universo que antes desconhecia.

Em que é que se inspira para escrever um livro?

Descobri que todos os meus livros t√™m uma caracter√≠stica em comum: S√£o hist√≥rias reais! N√£o uso palavras bonitas, met√°foras, nem cen√°rios imagin√°rios com personagens de vil√Ķes e her√≥is. Por isso, penso que posso dizer que me inspiro na realidade.

Se não fosse escritora, o que gostava de ser? 

Apenas sou autora. N√£o me considero escritora, talvez seja uma aspirante a escritora.

Quais são seus autores preferidos? 

Não sou grande conhecedora de literatura. Gosto de autores nacionais: Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz. Também gosto de autores estrageiros, recordo apenas dois que li e gostei: Nicholas Sparks e James Bowen .

Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

Mesmo não sendo escritora, penso que o importante para o ser é ter um dom, depois, é trabalhar para isso, e não desistir. Quando se faz por gosto, o resta vem por acréscimo. 

Para quando um novo projeto editorial?

De momento, n√£o tenho nada em mente. Este √ļltimo acabou de chegar. Ainda estou a ver como corre a at√© onde vai.

__________

O blog que deu origem aos primeiros livros:

http://a-lupa-de-alguem.blogs.sapo.pt/

O facebook do novo livro:

https://www.facebook.com/Queroumgatinhoamarelo.livro


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Lígia Guerra: "Escrever não é uma decisão, é um chamado de alma"

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L√≠gia Guerra √© psic√≥loga com especializa√ß√£o em Psicologia Anal√≠tica e do Trabalho. Poetisa, escritora e tamb√©m comentadora no programa de televis√£o ‚ÄúMulheres √†s Avessas‚ÄĚ, na RPCTV, afiliada da Rede Globo no Paran√°. Para al√©m disso, d√° variadas palestras na √°rea comportamental e √© consultora de empresas tanto no Brasil como noutros pa√≠ses da Am√©rica do Sul.

Quem é?

Sonhadora. Poetisa. Escritora. Psicanalista. Palestrante. Alguém que sabe que palavras mudam destinos.

Como e quando começou a interessar-se por literatura?

Desde muito pequena. A leitura sempre me cativou. Comecei participando de concursos de poesia aos sete anos de idade.

Por que motivo resolveu escrever livros?

Escrever n√£o √© uma decis√£o, √© um chamado de alma. Eu preciso escrever para me sentir viva. √Č mais ou menos como respirar. Os livros s√£o a consequ√™ncia dessa urg√™ncia de alma.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Mulheres √†s Av3ssas da editora SELF. Escrever para o p√ļblico feminino √© encantador, uma grande felicidade! Estimular as mulheres a quebrar os seu tabus, romper seus medos e a fortificar a sua coragem interior √© maravilhoso.

Como escrevo no livro: ‚ÄúPor mais lindo que seja o jardim da sua casa, a estrada da vida come√ßa do outro lado do port√£o. Este √© o momento de fazer a travessia.‚ÄĚ Como escritora caminho de m√£os dadas com as minhas leitoras nessa travessia.

Em que é que se inspira para escrever um livro?

Nos meus sentimentos e percep√ß√Ķes acerca do mundo. As emo√ß√Ķes e desabafos das mulheres que me escrevem contando os seus conflitos √≠ntimos tamb√©m s√£o uma grande fonte de inspira√ß√£o. Tenho um quadro na TV, Rede Globo, voltado para mulheres h√° quatro anos. O meu p√ļblico participa, interage, pede temas e desabafa. Ou seja, tenho uma amplo material para compreender as principais ang√ļstias do universo feminino. https://www.youtube.com/user/ligiaguerra11

Se n√£o fosse escritor, o que gostava de ser?

Cantora. Ainda bem que sou escritora, pois não me atrevo a cantar nem no chuveiro, sou péssima. A humanidade ganhou muito com o meu silêncio (risos).

Quais s√£o seus autores preferidos?

Oscar Wilde, Plutarco, Spinoza, Rubem Alves, Rumi, Khalil Gibran, Clarice Lispector, Saramago, Javier Negrete, o nosso querido Fernando Pessoa e muitos outros.

Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

Que olhe para a vida com muita gratid√£o, curiosidade, humildade e amor. Sem isso um autor nunca tocar√° a alma humana.

Para quando um novo projeto editorial?

Estou me dedicando a um novo livro, espero que para 2015 ele esteja em vossas m√£os.


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