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D8: "A minha grande influência é o Dan Brown"

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Livros & Leituras - Quem é o D8? Consegues responder em 4 versos?

D8 - Um puto de headfones que andava sempre sozinho. Nunca fui bom com rotas, engraçado, nunca saí do caminho.

L&L - O gosto pela leitura leva também à escrita. Quais as tuas grandes referências literárias?

D8 - A minha grande influência é o Dan Brown. Adoro a forma como ele estrutura todos os livros que escreveu, especialmente o “Código da Vinci”. Gosto de “Antoine de Saint-Exupéry” que foi quem escreveu o Principezinho, que é o meu livro favorito.

L&L – Por que motivo começaste a escrever letras de canções?

D8 - Acho que foi só uma forma de expressão que encontrei para dar a minha opinião… dizer aquilo que eu penso, da forma como eu quero. Ser eu próprio e ser genuíno.

L&L - Como é que se dá o salto para o mundo dos livros com esse “Podes ser o que tu quiseres”?

D8 - O salto dá-se sendo sincero contigo próprio e dando sempre a tua opinião. A tua forma de estar, de uma forma genuína e que as pessoas entendam a linguagem. O meu público é maioritariamente mais jovem, portanto tive de adaptar uma linguagem mais simples, mas não é por causa disso que deixo de ser o Diogo, ou deixo de ser o D8.

L&L - Para além desta biografia, tens outros planos no mundo das letras?

D8 - Acabo muito por estar no mundo das letras, eu faço letras, eu escrevo, eu componho. Se me perguntares se algum dia quero escrever um história, por agora não faz parte dos meus planos. Se calhar vou chegar a uma altura da minha vida e diga: se calhar vou inventar uma personagem e escrever uma história. Não sei… Acho que não gosto muito de pensar sobre o futuro.

L&L - São muitos os que elogiam a tua criatividade. Já pensas-te em escrever uma obra de ficção?

D8 - Acho que tem muito a ver com aquilo que eu sentir na altura e a maneira de estar na vida. Se calhar, algum dia. Por agora, não penso muito nisso. Agora escrevi este livro, foco me neste livro e nas minhas letras e nas minhas canções. O futuro um dia eu saberei.

L&L - Em que é que te inspiras para criares?

D8 - Em mim, nas outras pessoas, no meu país, na minha cidade, nas pessoas que estão à minha volta, nos meus familiares, nos meus amigos, pessoas que eu não conheço, pessoas que eu vejo no autocarro, pessoas que eu vejo no comboio. Acho que é essa a minha maior inspiração. É realmente ver o que me rodeia. Observo as coisas e limito-me a citá-las. Observo imagens, absorvo momentos e replico em palavras. Todas as letras que eu faço têm muito a ver com momentos que eu vejo, momentos que eu vivo, imagens que eu vejo.

L&L - Que livro é que estás a ler agora?

D8 - Perfume.

L&L - Para muitos jovens, és um exemplo de conquista e persistência. Que conselho darias a um jovem que, neste momento, está desorientado e sem rumo?

D8 - Para ler o meu livro.

L&L - A Livros & Leituras é uma revista literária, online, sem fins lucrativos, que procura divulgar o trabalho dos novos autores portugueses e os novos títulos que surgem no mercado literário. O que pensas de um projeto deste género?

D8 - É um projeto que se deve apoiar, e que se deve dar valor porque realmente falando aqui sem papos na língua, quando se tem uma máquina por trás a funcionar, é muito mais fácil. Realmente quando tu não tens nada, lutas e tentas seguir com a tua paixão e coma tua ambição, com o fim de realmente fazeres aquilo que gostas, e no vosso caso promover a revista, promover autores, acho que se deve dar valor. Hoje pode ser um projeto sem fins lucrativos, mas um dia pode ser um projeto grande.


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Adelaide Miranda: "Escrevam quando sentirem que há algo a faltar"

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Livros & Leituras - Quem é?

Adelaide Miranda – Sou natural de Luanda, Angola. Emigrei com os meus pais em Portugal quando tinha apenas 3 anos. Cresci e formei-me em Engenharia Quimica em Portugal. Emigrei para Londres para trabalhar na área. Sempre fui uma pessoa de personalidade forte e como tal apelidada de difícil. Nunca fui uma pessoa muito social e sempre tive um pequeno círculo de amigos e sempre me refugiei na escrita para por cá fora o que tinha cá dentro. Posso dizer que Adelaide Miranda hoje é mãe, esposa, filha, irmã, engenheira, amiga, colega, e por aí além. Adelaide é muitas e apenas uma.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

AM - “O Principezinho” de Saint Exupery. O meu primeiro livro. Não me lembro quem mo deu. Tenho a vaga ideia que foi a minha prima. Foi o primeiro livro que li sem ser os livros de escola. Depois fiquei perdidamente apaixonada pelos livros “Uma Aventura” de Ana Maria Magalhães! Devorava-os tão rápidamente. E no secundário fui apresentada aos “Maias” de Eça de Queiroz, ao “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, “Lusíadas” de Luís de Camões, o poema “Mensagem” de Fernando Pessoa e sem querer tropecei na Florbela, “Livros de Mágoa” e apercebi-me que já não lia porque o professor mandava, ou os colegas também liam. Lia sim, por prazer! E nunca mais parei de ler.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

AM - Escrevo desde pequenina. Sempre me expressei melhor por palavras escritas, aonde posso falar abertamente dos meus sentimentos e das minhas vontades. Sempre escrevi para mim, por mim, para me sentir melhor. Só comecei a pensar em escrever um livro quando senti que estava a escrever só para mim, mas precisava de encontrar quem me percebesse, quem se identificasse. .. “O que seria de um artista sem o apreciador da sua arte?” custumo eu dizer.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

AM - Referências Circulares. Porque é a história da minha vida em poemas. No total Referências Circulares levou mais de 18 anos a escrever. Atingiu a maioridade e achei que estava na hora de a por no mundo! Chegou a hora de a libertar, deixar-lhe ganhar asas e voar. E ao libertá-la, libertei-me a mim. Hoje aceito-me como sou e sou muito mais feliz.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

AM - Escrevo porque gosto. Escrevo porque ao escrever me sinto feliz. Escrevo porque ao escrever abro as portas da minha alma e trago cá para fora os sentimentos que me consomem, as emoções que me controlam e as dúvidas que me afligem. Escrevo porque ao escrever consigo libertar-me de mim. Escrevo porque gosto. Escrevo porque assim me liberto. Escrevo porque assim me sinto feliz!

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

AM - Eu sou Engenheira Química de Profissão. Trabalho na área de Processo e Segurança como consultora na projecção de plataformas offshore de extracção de petróleos e gás natural.

A escrita é uma das minhas paixões. Mas também sou perdidamente apaixonada por representar e cantar. O género de musicais do estilo “Música no Coração” mexe muito comigo.

Sempre fui mais ligada às artes. Egenharia faço porque gosto mas porque precisava de uma profissão para pagar as contas. Cresci a ouvir dizer que a arte não paga contas e fui deixando a minha alma morrer. Mas já a ressuscitei e vou aproveitar esta segunda oportunidade.

Sou também uma apaixonada por propriedades. Comprar casinhas a cair aos bocados e voltar a devolver-lhes o seu esplendor. Tenho alguns investimentos mas gostaria de fazer disso uma maior parte do meu dia a dia.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

AM - Florbela Espanca. Indubitávelmente Florbela. Para sempre Florbela. Florbela seguida de Fernando Pessoa, Luís de Camões e Augustina Bessa Luís.

Depois segue Jane Austen e Nicholas Sparks. Sou uma eterna romantica.

No género da fantasia George R.R. Martin e Philip Pullman sem dúvida.

No género do crime Peter James e Jeffrey Archer.

Érotica a minha eleição vai para Sylvia Day.

L&L -Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

AM - Escrevam. Escrevam sempre. Escrevam muito. Escrevam sempre que podem. Escrevam quando sentirem que há algo a faltar. Andem sempre com um caderno e uma caneta ou um notebook. E antes de mais, acreditam naquilo que escrevem. Acreditem no vosso potencial. Num mundo com bilhões de pessoas há-de haver alguém que se identifique com o que escrevem.

L&L -Para quando um novo projeto editorial?

AM - Referências Circulares é uma série de livros. A publicação do livro II, Referências Circulares – Sonho Amar, já está em discussão com a Chiado Editora. O livro III, Referências Circulares – Triste Realidade, e o livro IV, Referências Circulares – Doce Desejo, já estão também concluídos e prevê-se a publicação de 6 em 6 meses. O livro V, Referências Circulares – Saudade, e o livro VI, Referências Circulares – Desabafos, já se encontram esboçados, faltam apenas alguns poemas para completar.

Neste momento estou a publicar um livro na Inglaterra entitulado “Bargained Soul – Nothingness” que segue o mesmo formato de Referências Circulares. Optei por publicar independentemente apostando primáriamente no formato ebook. O livro será também imprimido mas a campanha de marketing vai ser feita mais em torno do e-book.

Entretanto tenho dois projetos em Português já terminados e que se encontram em análise pelas editoras, em que pretendo apresentar outras facetas de Adelaide Miranda:

- “Histórias Levadas da Breca” – pequenas histórias que foram por mim vividas / presenciadas ou contadas por familares / amigos próximos. Aquelas coisas que às vezes vemos acontecer e não acreditamos, pensamos logo que estamos num filme.

- “Amor de Amor” – um livro de contos que representa a trindade do amor: Amor, Saudade, Paixão. Um pequeno conto para cada tema contado na terceira pessoa.

L&L -Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

AM - Adoro o projeto. Para mim não estando em solo português é uma maneira de estar ligada ao mundo literário em Portugal. Saber o que se passa, o que se está a ler, o que se publicou recentemente, etc. Tenho o mundo literário português à distância de um clique. Uma grande valia para a comunidade emigrante.


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S. Formigo: "Escrever, para mim, é uma forma de conversar comigo mesma"

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S. Formigo é natural de Lisboa, licenciou-se em Psicologia no ano de 2006. Desde muito cedo que adquiriu o gosto pela escrita dedicando grande parte do seu tempo a escrever pequenos poemas e contos. Leitora ávida de livros de fantasia, a ideia para “In loving memory of” surgiu de uma revisão de textos antigos reflexo de parte da sua própria história de vida aliada à sua paixão por histórias de magia e fantasia. O projeto, que começou como um entretenimento, depressa se transformou num desafio que abraçou e do qual surge este livro. Atualmente reside na Figueira da Foz e prepara já o delineamento para a sua próxima história de ficção.

Livros & Leituras - Quem é?

S. Formigo - O meu nome é Sónia Formigo, tenho 37 anos e sou psicóloga de formação. Sou portuguesa, natural de Lisboa com residência actual na Figueira da Foz. De momento dedico-me à escrita; escrevo quase sempre à noite e à mão.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

S.F. - Por muito que pense, não consigo precisar. A literatura acompanhou-me desde sempre primeiro como leitora e, mais tarde, como autora. Recordo-me que o primeiro livro que li sozinha foi “A Floresta” de Sophia de Mello Breyner Andresen, recordo-me que o li todo numa noite e que, na minha infância, fiquei encantada com a história. A partir daí continuei sempre a ler e embora tenha lido inúmeros títulos e autores das mais variadas áreas, as minhas preferências pessoais, desde cedo, recaíram sobre a literatura de fantasia. Se me perguntarem o porquê, dir-vos-ei que esta minha preferência se prende com a capacidade que este género literário possui de me fazer viajar e sonhar; partilhar com o autor um mundo tão seu e torná-lo também meu.

­ L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

S.F. - Há já muito que escrevo. Tal como muitos adolescentes, desde muito cedo comecei a escrever como forma de desabafo; colocar no papel situações e sentimentos sempre me ajudou a lidar como os mesmos, como se de uma conversa mental se tratasse a qual me ajuda a pensar. Comecei por escrever prosa poética; nada editado, nunca foi esse o meu objectivo. Mais tarde iniciei a escrita em prosa. Comecei a escrever “In Loving Memory Of” só porque sim, sem quaisquer intenções de publicação. A ideia era escrevê-lo para mim, para juntar o manuscrito a todos os outros cadernos e folhas nos quais guardo a tal prosa poética. À medida que o escrevia, o texto tornava-se cada vez mais consistente, cada vez real; a publicação acabou por acontecer quase por acaso, foi algo ponderado “à posteriori” que me trouxe uma enorme satisfação. De momento, e se assim me for permitido, objectivo continuar a dedicar-me à escrita; ainda tenho muito para vos contar.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

S.F. - Até à data, a minha única obra publicada é “In Loving Memory Of”. Essa terá de ser a minha escolha mas não apenas pela publicação. Acima de tudo porque escrever “In Loving Memory Of” foi um desafio. Nunca tinha escrito um texto tão extenso nem, tão pouco, tão exigente; como já mencionei, a escrita desta obra iniciou-se como um passatempo, algo que fazia nas horas livre por simples gosto de o fazer mas, há medida que o texto foi tomando forma, as personagens e a história exigiam cada vez mais e vezes houve nas quais se tornou, para mim, bastante difícil acompanhá-las. A escrita deste texto revelou-se um enorme exercício mental e emocional que por vezes amei e por vezes odiei. No final, senti-me orgulhosa e feliz mas, acima de tudo, senti-me vazia, como se houvesse dado tudo de mim ao texto. O processo de escrita de “In Loving Memory Of” foi um gigante processo de descoberta e entrega emocional que, no final, me fez sentir mais leve e com uma enorme vontade de, no futuro, escrever outros romances; a vivência e dedicação inerentes a todo este processo são o motivo pelo qual “In Loving Memory Of” foi, até à data, a obra que mais gostei de escrever.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

S.F. - Acima de tudo em vivências e sentimentos pessoais.  Escrever, para mim, é uma forma de “conversar” comigo mesma, com os meus personagens e com os meus leitores. Procuro falar-lhes de uma forma que os interesse, que os cative e que os faça querer ouvir-me. Aliado a esta componente pessoal surge a imaginação; a criação de uma história que tenha a capacidade de provocar no leitor a sensação que os meus livros preferidos me provocaram: um sentimento de liberdade mental e capacidade de sonho.

Dentro do mundo de fantasia no qual escrevo, abordo temas e sentimentos que, de uma forma ou de outra, são comuns a todos nós; histórias que permitam quase que uma identificação pessoal do leitor ao texto. Penso poder dizer que não o faço propositadamente mas, todos nós possuímos os nossos segredos, as nossas perdas e as nossas alegrias. 

Esta é a base. A partir daí deixo que a história flua por si, e, à medida que as personagens vão surgindo, eu materializo-as e deixo que elas próprias me guiem.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

S.F. - Gosto de quase tudo o que esteja ligado às artes. Além de escrever, desenho, esculpo e pinto de forma amadora e sem intenções de algo mais. Para já, e nesta fase, gostaria de ter a oportunidade de efectivamente ser escritora, ou seja, ser apenas escritora mas, e se tal não se tornar possível, gostaria de exercer psicologia ou, em alternativa, algo relacionado à medicina veterinária ou à tradução.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

S.F. - Esta é uma questão que se torna complicada de responder. Tal como expliquei gosto de textos dos mais variados géneros literários e parece-me que não faria grande sentido enumerá-los extensivamente. Autores que se destacam não só como preferência mas também como referência são, entre outros, Anne Rice, Neil Gaiman, J. R. R. Tolkien, J.K. Rowling, Christopher Paolini e Marion Zimmer Bradley.         

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

S.F. - Honestamente, e visto o meu ainda curto percurso enquanto autora, não sei se serei a pessoa indicada para dar conselhos. Escrever é um processo moroso que, na grande maioria das vezes, não tem qualquer garantia de sucesso; é um exercício de teimosia e crença e, por isso, o meu conselho é: sejam teimosos! E escrevam! Acima de tudo escrevam. Não desanimem, não adiem, não tenham receio. Se não gostam do que escreveram, revejam, alterem ou escrevam tudo de novo até estarem satisfeitos com o resultado do vosso trabalho mas não desistam.

Acreditem no que escrevem e continuem mas não criem expectativas demasiado altas. É bom que se tenha consciência do quão difícil é ser escritor profissional. Escrever, na actualidade, deve ser encarado como uma forma de realização pessoal e não como um meio para um fim; parece-me que só assim seremos capazes de nos sentir realizados enquanto autores.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

S.F. - Se tudo correr bem, para breve. Estou, de momento, em processo de escrita de um novo romance. Não será uma sequela  de “In Loving Memory Of” mas a temática será a mesma e os dois livros estarão relacionados. A minha ideia é contar várias histórias dentro do universo que criei, dedicar-me a diferentes personagens em textos que, embora possam ser lidos isoladamente, se encontram e entrelaçam em algum momento. Este é o meu projecto a longo prazo.

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

            Tendo ou não fins lucrativos, qualquer projecto que objective aproximar as pessoas da arte e da cultura é admirável e de louvar. A divulgação de um novo título torna-se, muitas vezes, extremamente complicada e são projectos como este que ajudam escritores desconhecidos a darem alguma visibilidade às suas obras. A vossa dedicação é magnífica. Em meu nome pessoal, muito obrigada!


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Luís Garcia:"Para escrever tem de se estar apaixonado pela escrita"

Avaliação: / 3
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Livros & Leituras - Quem é Luis Garcia?

LG – Sou natural de Linhaceira, uma pequena aldeia no concelho de Tomar. Foi aí que aprendi a ler e a escrever, provavelmente foi também aí que aprendi que não é fácil explicar aos outros quem somos, nem em poucas palavras, nem tão pouco em muitas. Arriscaria dizer que sou uma grande rede, talvez social, no sentido em que me entendo, no todo, como nó de ligação de tantas ligações: família, amigos, conhecidos.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura?

L G – Na escola primária, os meus professores, António e Palmira, de alguma forma, incentivaram-me a escrever e fizeram-me crer que podia fazer magia com as palavras. Hoje, recordando esses dias, entendo que elas, as palavras, eram mágicas desde o princípio e eu só partilhei da sua essência.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

LG – Escrever um livro pode ser um ato de libertação, uma forma de viajar no tempo e no espaço, ainda que estejamos acorrentados a uma rotina que não nos deixa muito espaço para sonhar. Eu escrevo e sonho, se escrever um livro e conseguir partilhar o sonho, fantástico. Por isso, talvez escreva para partilhar sonhos.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

LG – Há um par de anos, escrevi um romance, “O encenador de vidas”, uma história em que o tempo assume o papel de personagem principal, na vida de um homem prisioneiro da idade, mas que teve uma existência cheia de paixões, sorrisos e lágrimas. Olhamos para a idade com algum nojo, principalmente para o excesso de idade, mas do outro lado dos anos, as faces rugosas, antes de o serem viveram a sua magia.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

LG -  Acredito que alguém me ajuda a escrever, quando quero, quando preciso, as palavras aparecem, melhor ou pior, passam para o papel, algumas, outras perdem-se, sem que eu saiba bem porquê. Mas nunca e sinto sozinho quando escrevo, por isso a inspiração, a existir, talvez não seja minha.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser?

LG – Se eu fosse mesmo escritor, haveria de conseguir responder a esta questão. Como sou apenas alguém que pretende ajudar os outros a aprender, e que gosta de o fazer, vou ter de dizer que não sendo escritor, ainda bem que posso fazer outra coisa que gosto muito: ensinar.

L&L - Quais são seus autores preferidos?

LG – O meu escritor favorito é Gabriel Garcia Marquez, mas também sou um apreciador das palavras inventadas de Mia Couto, do gótico de Carlos Ruiz Zafon e da prosa de Irvin D. Yalon.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

LG – Para escrever tem de se estar apaixonado pela escrita. É um lugar comum, mas não encontro melhor explicação. Escrever hoje, amanhã, melhorar sempre. Escrever quatro textos menos bons para chegar a um quase fantástico. Escrever menos bem faz parte do caminho que é escrever, por isso, continuando a escrever, mais ou menos, com o tempo escreveremos melhor, as ideias fluirão, a história aparecerá, talvez não sejamos então escritores, mas teremos caminhado com a nossa própria escrita.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

LG – Um dia destes escrevo um romance e depois digo coisas…


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Hélèna Arnouil: "A paixão pela leitura superou a da escrita"

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Livros & Leituras - Quem é?

Hélèna Arnouil é uma jovem mulher de 32 anos, casada e mãe de quatro crianças.

L&L – Como e quando começou a interessar-se por literatura?

HA- Fiquei interessada pela literatura desde muito cedo. A minha mãe lia muito, por isso, era natural que eu mergulhasse nos livros com prazer e vício! Quando ainda era criança, gostava de escrever histórias. Estava sempre cheia de ideias a correr na minha cabeça. A paixão pela leitura superou a de escrita. Acho que tem que se ter imaginação para escrever, mas também tem que se ter alguma experiência. Para mim, essa necessidade voltou a assombrar-me gradualmente, ao longo dos anos, e no ano passado disse: desta vez, estou pronta !

L&L – Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

HA- Acabo de publicar o meu primeiro romance. Chama-se " Dakota: entre griffes et crocs ". O segundo volume está sendo publicado. Escrevi também um conto sobre o tema coragem, para um concurso com a minha editora, EDILIVRE. Também este gostaria de o publicar.

L&L – Em que é que se inspira para escrever um livro?

HA- Acho que para se escrever, deve-se ter vivido.

L&L - Se não fosse escritora, o que gostava de ser?
HA – Atualmente, sou uma escritora por prazer. Ainda não posso viver da venda dos meus livros.

L&L - Quais são seus autores preferidos?

HA – Meu autor favorito é, de longe, Stephen King! Este é o mestre indiscutível de horror, mas não só. Ele sabe atrair o leitor para o seu mundo, dar-lhe arrepios, e fazer derramar algumas lágrimas, ou fazer rir com expressões que só ele tem o segredo.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor

HA – Gostaria de dizer para ir em frente com seu plano, apesar de algumas editoras recusaram o manuscrito ou não responderem. A  Edilivre é um bom trampolim para autores iniciantes. É uma editora que eu recomendo, mesmo se ela não esteja envolvida na promoção dos livros

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

HA – O meu segundo livro está a ser publicado. Penso que vai ser lançado daqui a dois meses. Em princípio vai chamar-se: "Dakota: entre la vie et la mort!"


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