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Sílvia Mota Lopes:« Mia Couto é um dos meus escritores favoritos pela sua “garra” à terra e ao mundo»

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Sílvia Mota Lopes nasceu, em Braga, Abril de 1970. É educadora de infância. Desde muito cedo manifestou gosto por todas as expressões artísticas como pintura, desenho, música e poesia. Começou a pintar em 1993, efetuando diversas exposições de pintura com o tema “Mito. Sonho. Realidade”. Realizou uma exposição com as telas da história Alícia no Bosque em 2011 na livraria Centésima Página e mais tarde outra com o tema “Pinto Palavras”. Pintura e Poesia. Escreveu e Ilustrou o Livro “Alícia no Bosque” editado em dezembro de 2012 – 1º livro da Coleção “Novelos de Contos Meadas de Palavras”. Escreveu o Livro “ Ser Dia e Noite Ser” editado em novembro 2013 – 2º livro da Coleção “Novelos de Contos Meadas de Palavras” com ilustração de Sandra Fernandes. Participou nas exposições da associação “Recortar Palavras” com poemas e textos de Alice Cardoso. Ilustrou um livro solidário para a associação “Acreditar” “ A Magia de Auris” de Patrice Pacheco. Editora Edita-me. Escreveu um conto com o tema “liberdade, Medo e Solidão” que ficou selecionado num concurso para fazer parte de uma coletânea de contos “ Coletânea Penélope” editado em Novembro de 2014 – Editora Livros de Ontem. Ilustrou o livro de poesia “ Chegaste Primeiro” de Carlos Nuno Granja editado em 2014. Editora Livros de Ontem. Editou o CD da “Alícia no Bosque” narração da história: Sara Machado, música e piano Célio Peixoto. Cantado pelo coro de Iniciação da Companhia da Música sob direção da Alexandra Soares Ribeiro. Escreveu “É Aqui que Ela Mora” – 3º livro da Coleção Novelos de Contos Meadas de Palavras- Texto (poesia) ilustração de Carla Pinto e Músicas de Célio Peixoto – Edita-me Editora. Ilustrou um livro de José Abílio “ O cavalinho que queria saber a que cheira a primavera”. Colabora como ilustradora solidária para a associação Ajudaris. Organizou e participou na exposição coletiva “Substratos Desenhos & Ilustrações” na livraria Centésima Página. Realizou uma exposição com o tema “Ponte de Lima e as suas Lendas” na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Foi estreia no dia 19 de março de 2016 pelo coro e orquestra na Companhia da Música o tema “ Doce anjo da Música” letra de Sílvia Mota Lopes e Música de Célio Peixoto. Escreveu o texto para a Ópera Infantil “Pássaro Mil Cores”, música: V.I. Shestakova/ orquestração e adaptação Célio Peixoto, canções de Silas Pego e texto de Sílvia Mota Lopes. Orquestra e coro do Conservatório Bomfim. Ilustrou recentemente um livro solidário, texto de Marta Lino. Vai ser editado em outubro de 2016.

Livros & Leituras – Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou “profissional”? 

Sílvia Mota Lopes – Escrever para mim, mais do que dar vida às palavras ou escrever como um ato de comunicar com os outros, é inteiramente um ato de libertação e de criação intrínseca e extrínseca. Quando crio, seja através da escrita, seja através da expressão pictórica, sinto-me de certa forma livre, mas com algum sentido de responsabilidade. Responsabilidade não necessariamente em relação aos outros, mas essencialmente em relação a mim mesma. Escrevo de um modo espontâneo, emocional, mas também com alguma preocupação estética. Escrever é libertação e cura, mas também cogitação e crescimento. Quando escrevi a minha primeira história não a escrevi com a intenção de editar. Aconteceu tudo naturalmente. Foi pintura, música, teatro, tudo isto antes de se materializar em livro. Escrevo de uma forma mais consciente e real desde 2012.

L&L – É preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?

SML – Sim, creio que é preciso ler outros livros, outros escritores, para se ser um bom escritor, porque nos enriquece bastante. Um escritor não deve restringir-se apenas àquilo que escreve. Ler outros livros, outros autores, enriquece-nos a todos os níveis e acredito que é nessa diversidade que conseguimos também ter a nossa própria identidade.

 

L&L – O seu trabalho é versátil ou, pelo contrário, tem um estilo muito próprio e facilmente identificável pelos leitores?

SML – O meu trabalho na sua versatilidade tem um estilo próprio e identificável pelos leitores. Tem a minha impressão digital, corpo e alma.

 

L&L – Áreas como, por exemplo, a ilustração e a música têm vindo a afirmar-se na sua relação com a Literatura. Como encara esse facto?

SML – A ilustração, a música e todas as outras formas de arte têm uma relação amorosa com a literatura. Ainda bem, pois ainda mais a valoriza. No meio dessa “salada de fruta” penso que todos os frutos saem beneficiados se bem combinadas as características de cada um.

L&L – A tradição oral representa, nalguns países da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globalização e a dificuldade em editar podem ser uma ameaça à perda desse património?

SML – Sim, a tradição oral representa uma importante marca de identidade cultural que se vai perdendo no tempo se as entidades responsáveis não promoverem atividades para o efeito e se não houver investimento na edição da mesma levando à perda desse património.

L&L – A Língua Portuguesa é uma mais-valia no panorama literário mundial? 

SML – Sem dúvida que é uma mais-valia no panorama literário mundial. Desde sempre, no espaço e no tempo, a língua Portuguesa foi um fator de comunicação e de influência cultural em todo o mundo.

L&L – Quais os seus escritores lusófonos favoritos e porquê?

SML – Mia couto é um dos meus escritores favoritos pela sua “garra” à terra e ao mundo. Pela sua sensibilidade. Pela sua surpreendente forma de reencarnar diferentes personagens e a forma cuidada como lhes empresta o corpo e a alma. É um excelente comunicador, um grande contador de histórias e romancista, mas também um grande poeta. José Eduardo Agualusa é outro escritor de que gosto bastante pela sua polivalência. Li há pouco tempo O livro dos camaleões, livro de contos, onde se relevam personagens, reais ou imaginárias, que percorrem a história. Cativou-me a beleza da escrita e a arte narrativa da obra.

L&L – Ao nível da Literatura, que medidas poderão ser implementadas para que o universo lusófono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?

SML – Penso que é necessário organizar colóquios e eventos com o objetivo de  aproximar escritores de diferentes nacionalidades .

Levar a cabo iniciativas de edição de livros, coletâneas onde participem diferentes escritores

L&L – A Internet e os recentes suportes informáticos contribuem para o reforço e promoção do seu trabalho?

SML – Sim. A internet e os recentes suportes informáticos são uma mais-valia para a divulgação e promoção do meu trabalho.

L&L – Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?

SML – Gostava de editar um livro de poesia. 

*Entrevista realizada no âmbito do “Munda Lusófono – 3º Encontro Literário de Montemor-o-Velho”


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Ana Cláudia Dâmaso: "O bichinho da literatura mordeu-me desde muito cedo"

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Ana Cláudia Dâmaso nasceu em Lisboa, no ano de 1992 e frequentou o curso de Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Sempre possuiu uma mente criativa e, desde muito nova, sentiu a necessidade de colocar as suas ideias no papel. Considerando-se uma amante de artes, doida por desporto e ávida por informação, Ana encontra inspiração nos pequenos pormenores da vida quotidiana, da qual gosta de quebrar as suas rotinas. Adora viajar e conhecer novos lugares, instalando-se no Porto, cidade pela qual se apaixonou nos finais de 2015, para concluir esta sua primeira obra, deixando a casa dos seus pais, em Santarém, onde cresceu, para dar asas ao seu grande sonho: tornar-se uma autora publicada.

Livros & Leituras - Quem é?

Ana Cláudia Dâmaso: Ana Cláudia Dâmaso

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura?

ACD: O bichinho da literatura mordeu-me desde muito cedo. Lembro-me da minha mãe ler-me as histórias das princesas da Disney e os livros do Harry Potter antes de dormir… E os livros levavam-me para pequenos mundos dentro da minha cabeça que eu adorava (e ainda adoro) explorar.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

ACD: Acho que, desde os meus dez anos, senti aquela necessidade de, não só explorar os mundos dos livros, mas também de criar os meus próprios mundos. Sempre fui uma pessoa naturalmente criativa e já havia tentado escrever dois livros antes… Mas acho que, na altura, era ainda muito nova; muito imatura para conseguir concluí-los. Apesar de esses mundos não estarem esquecidos, precisei de “encontrar” um mundo que realmente me chamasse a total atenção para esquecer tudo o resto que me estava a acontecer na vida e tentar realizar o meu sonho que sempre foi escrever livros.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

ACD: Essa é fácil! O meu primeiro livro “Koldbrann – parte 1: Rebeldes”, porque é, para já, a única obra que tenho concluída.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

ACD: Sinceramente, nem eu sei! Inspiro-me um pouco em tudo… No que está à minha volta… Nos pequenos detalhes das ruas, nas fachadas de um monumento, nos mistérios da História e das mitologias, numa boa conversa, na personalidade de uma pessoa, na natureza, na letra de uma música, etc…

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser?

ACD: Guionista. O que eu quero é escrever! [risos]

L&L - Quais são seus autores preferidos?

ACD: J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien, Fernando Pessoa e José Saramago.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

ACD: Para nunca desistir dos seus sonhos. Nada é impossível, se se dedicar de alma e coração.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

ACD: Vou lançar o meu primeiro livro dia 9 de Julho deste ano… Mas ainda anteontem [12 de Junho de 2016] comecei a escrever o segundo volume da colecção Koldbrann…

L&L - Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

ACD: É de louvar o trabalho que tem sido feito na L&L, pois é um bom local para encontrar e conhecer escritores e os seus trabalhos..


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Neca Machado: "Escrever é um ato emotivo"

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Neca Machado é brasileira, nascida no extremo norte da Amazónia, em 05.08.1961. É administradora geral, artista plástica impressionista e abstrata, licenciada em Pedagogia, bacharel em Direito Ambiental, jornalista e pesquisadora de mitos da Amazónia com mais de 2000 publicações entre crónicas, contos e artigos literários, e co-autora na obra poética portuguesa “Ecos de Apolo”.

Livros & Leituras - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

Neca Machado - Desde criança amava viajar pelos livros, sonhando um dia tornar-me escritora o que realizei quando fui editora de cultura de um periódico local por mais de 5 anos.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

NM - Os livros perpetuam lembranças, estórias e encantam as novas gerações.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

NM - Sou autora de mais de dois mil artigos sobre Mitologia da Amazónia, e todos eles são especiais para mim.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

NM - O meu Livro de Contos da Amazónia são releituras de estórias de pioneiros das entranhas da floresta.

L&L - Se não fosse escritora, o que gostava de ser? 

NM - Realizei meus sonhos ao longo do percurso de mais de 50 anos, fui à universidade 3 vezes, fiz 2 especializações, ainda sonho com um Mestrado em Lisboa na área de Direito, e viajei por 11 países pesquisando administração urbana e gestão ambiental.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

NM - Gosto imensamente de Fernando Pessoa e Antoine Saint Exupery, sempre atual.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

NM - Que desbrave sua sensibilidade através da emoção, escrever é um ato emotivo.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

NM - Publiquei em Lisboa uma Obra Poética Coletiva em 20.03.2016. Fui da Amazónia para Lisboa para o lançamento e pretendo publicar a vida e obra de um português que nasceu em Vila Nova de Gaia e ajudou a construir cidades no extremo norte do Brasil, sou pesquisadora de sua obra.


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Francine Camargo: "A ideia da rejeição me apavorava."

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Francine S. C. Camargo, de 36 anos, é médica pediatra, mãe e escritora, tudo em tempo integral, pronta para o que couber em palavras.

Livros & Leituras - Quem é?

Francine Camargo - Sou meio de fases, na maior parte do tempo lua nova, porém velha, em eterno renascimento, outros dias sou lua cheia, quando a plenitude me ataca, lua crescendo ou minguando quando me cubro de incertezas e sigo assim meus dias, meu ciclo.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

FC - Eu me interesso pela leitura desde antes de ser alfabetizada. Tinha um desejo infindo em ler obras literárias da coleção de meu pai. Meu gosto pela escrita surgiu alguns anos depois, por conta de devorar livros, de ter paixão por ler, quando comecei a escrever despretensiosamente e fui adquirindo interesse cada vez maior.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

FC - Decidi me aventurar na escrita desde sempre, mas a ideia de expor-me, de trazer meus textos ao mundo real para, de facto, serem lidos, surgiu há pouco mais de um ano pois, até então, a ideia da rejeição me apavorava.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

FC - Esse livro é de contos e crónicas que foram compilados, é a minha primeira publicação. Dos textos que estão contidos nele, tenho o favorito, um conto chamado “A revolução dos livros”, que traz vida e personalidade a livros de uma estante, mostrando que eles não estão solitários, aguardando que alguém os retire da prateleira, eles têm os seus próprios meios de se abrirem para o mundo. Gosto particularmente desse conto pela ideia de liberdade que está incutida nele e no restante do livro.

L&L -Em que é que se inspira para escrever um livro?

FC - Para mim, tudo vira motivo de inspiração, tudo e qualquer coisa: uma paisagem bucólica, uma conversa ouvida em algum lugar, a medicina, a maternidade, as lembranças de infância, a morte, enfim, gosto de buscar nas situações comuns um ponto de vista que não se pensou ainda ou, ao menos, que não tenham conseguido verbalizar.

L&L - Se não fosse escritora, o que gostava de ser? 

FC - Eu já tenho a minha profissão de formação, que é a Pediatria, então, posso dizer com todas as letras, que sou e faço exatamente aquilo que sempre sonhei ser e fazer.

L&L - Quais são os seus autores preferidos? 

FC - A lista é grande, mas vou citar aqueles que mais me inspiram e mais leio: Clarice Lispector, José Saramago, Mario Vargas Llosa, Machado de Assis, Dostoievski, Marcelo Rubens Paiva.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

FC - Meu conselho é “liberte-se”. Dê vida às palavras desde que elas carreguem quem você é.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

FC - No momento, estou inteirada na divulgação de “Mãos livres”, mas tenho um novo projeto em andamento (um romance psicológico, dessa vez) e já quase pronto um novo livro de contos.

Blog: Papo de Fran (https://papodefran.com/)

Facebook: Francine S.C. Camargo escritora (https://www.facebook.com/francinesccamargo)

Twiter: https://twitter.com/francamargo8


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Ana Ribeiro: O caminho de um escritor pode ser longo e trabalhoso mas, devagarinho, chega-se lá

ENTREVISTAS - Escritores

Ana Ribeiro nasceu no último dia do mês de Maio. Tem 28 anos. É licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública, mas nutre pela escrita uma enorme paixão desde a adolescência.

Livros & Leituras - Quem é?

Ana Ribeiro - Chamo-me Ana Ribeiro, tenho 28 anos, vivo em Chaves. Sou licenciada em Análises Clínicas e de Saúde Pública; mas tenho a paixão pela escrita praticamente desde sempre. Considero-me uma leitora compulsiva, adoro ler qualquer género literário, sou apaixonada pelos animais, pela fotografia, pela música – não há um dia em que não oiça música – e por um bom filme romântico.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

AR - No início da adolescência, com a escrita de alguns diários. Cresci a gostar muito de ler e foi logo no início da adolescência que me inscrevi no Clube Caminho Fantástico da Editorial – do qual ainda hoje sou sócia. Recebia trimestralmente uma revista, na qual vinham sempre alguns desafios de escrita, comecei a participar e a ganhar pequenos prémios: essencialmente livros e foi isso que me incentivou a continuar sempre a escrever.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

AR - Era uma espécie de sonho. Um dia mostrei alguns textos meus a um amigo que deu a ideia de eu os compilar em livro; apesar de ter gostado da ideia e de ter ficado imenso tempo a pensar nela. Sentia que não estava preparada para mostrar os meus textos aos outros, eram textos pessoais e autobiográficos, gostava de escrever só para mim. Para além disso achava que só publicava livros quem era famoso e já tinha muita qualidade a escrever, algo que hoje não se verifica porque há cada vez mais editoras a apostar em jovens escritores.

Depois de muito pensar naquela ideia, decidi ir à aventura e enviar alguns daqueles textos para editoras. Recebi apenas uma resposta positiva; mas foi o suficiente para seguir em frente e realizar o meu sonho em Março de 2011 com o meu primeiro livro de poesia.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

AR - É uma questão algo difícil de responder porque todos os livros que um autor publica são especiais e marcam, surgem em alturas específicas da vida e marcam momentos muito especiais. No entanto, sinto também que todos os autores têm um livro mais especial que os outros, nesse sentido, o livro que mais gostei de escrever foi o que irá ser publicado no próximo ano. Comecei a trabalhar na história em 2011, inicialmente como uma história infantil, mas depois acabou por evoluir para um romance onde a amizade é a rainha e o amor surge por acréscimo.

Escrever a história marcou-me muito, vivi muito o que escrevi: ri, chorei, sofri, sonhei acordada. Nutro por ela um carinho muito especial, e sempre que leio alguns excertos emociono-me.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

AR - Vou buscar inspiração aos meus autores preferidos, aos livros que leio, aos filmes que vejo, às pessoas que me rodeiam: família e amigos. A tudo o que me envolve.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

AR - Veterinária. Adoro animais – desde pequena que cresci com animais em casa – e é uma profissão que me fascina, compreender o mundo animal ensina-nos muito e principalmente ajuda-nos a sermos melhores pessoas.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

AR - Tenho vários. Na literatura portuguesa o meu autor preferido é o José Luís Peixoto, adoro a escrita dele, a forma como se expressa, como escreve – escrita simples e terra-a-terra – e como cativa quem lê.  É um autor indispensável na minha biblioteca.

Gosto também de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Margarida Rebelo Pinto, Nicholas Sparks entre muitos outros.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

AR - Para não desistirem do seu sonho e lutarem sempre afincadamente por ele até ao fim. Compreendo que o facto de ser difícil para jovens escritores vingarem no mundo da literatura, na actualidade, acaba por fazer com que esses mesmos jovens escritores desistam de realizar o seu sonho e de mostrarem o que valem. O mundo é pequeno para tantos autores que surgem e o mercado livreiro ainda não está aberto a divulgar o nosso trabalho como gostaríamos, ainda dão mais ênfase aos escritores veteranos que, na verdade, já fizeram o mesmo caminho que os jovens escritores estão a fazer agora.

O caminho pode ser longo e trabalhoso; mas devagarinho chega-se lá. E vale a pena, porque cada vitória e cada conquista nos fazem evoluir e crescer. Amadurecem-nos.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

Tenho tudo planeado para editar o meu próximo romance no início de 2017, estou agora na fase de edição e revisão da obra. Estou muito entusiasmada e ansiosa para mostrar esta nova história aos meus leitores. Sendo que, as personagens principais deste novo livro já surgem no livro anterior. Tenho partilhado alguns pequenos excertos nas redes sociais e o público tem recebido muito bem a história do próximo livro.

Site/blogue: http://omeublogdeescrita.wordpress.com.


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