SP_WEATHER_

°C

Lisboa

ATUALIDADE

Sondagem

Escrever um livro

L&L MOBILE

Faixa publicitária

Opinião dos Leitores

Newsletter

Tradutor

Livros & Leituras TV

Entrevistas

Escritores

Rui Figueiredo: "O maior desafio foi o que me levou a ter a companhia da escrita"

Avaliação: / 1
FracoBom 

ENTREVISTAS - Escritores

alt

Rui Figueiredo é natural da Freguesia de Maiorca. É mestre em Biologia e Doutorando de Ciências Farmacêuticas na Universidade de Coimbra. Conjugando a paixão pela fotografia com a beleza dos campos que o viram crescer, publicou o livro de fotografias "Baixo Mondego", assim como o livro “A Luz em Papel”. No livro “A Vida Num Dia”, com a chancela da Chiado Editora, escreveu pequenos textos que associa com a fotografia. É autor de um poema selecionado para a VI Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho”, editado pela mesma editora. Por último, publicou o livro em formato frasco, “Doces Palavras”, da “Corpos Editora”. Tem sido convidado a expor as suas fotografias em diversos espaços, de salientar a última exposição na Galeria da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

Livros & Leituras – Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou “profissional”?

Rui Figueiredo – Gosto de escrever. Escrevo para esquecer. Em momentos tristes, gosto de escrever palavras, captar momentos, fazer trocadilhos, brincar com as palavras. E no fim rir do que escrevi. Sempre foi algo que me fascinou, a escrita, desde a aprendizagem, mas esta diversão foi aprofundada a partir de 2013. Quando assimilei o significado de “a minha pátria é a língua portuguesa” de Fernando Pessoa.

L&L – É preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?

RF – Não sei… Pois não sei se algum bom escritor lê muito. Apenas acho a natureza humana com caráter de aprendizagem, e ao ler muito, vai bebendo um pouco de cada livro, tirando alguma ideia, construindo pensamento, abrindo a mente. Por isso, no final, acaba-se por ter não o fruto de um pensamento, um bom escritor, mas a mistura de vários pensamentos e experiências, talvez um bom comunicador.

L&L – O seu trabalho é versátil ou, pelo contrário, tem um estilo muito próprio e facilmente identificável pelos leitores?

RF – Gosto de associar a fotografia à poesia. Olho para cada fotografia e tento escrever algo sobre o que ela me transmite. Por vezes, mais tristes, outras, mais alegres. Como costumo dizer, o meu livro “A Vida Num Dia” é bom pois conjuga a vertente fotográfica e a poesia, por isso, quem não gostar de poesia pode ver as fotografias e quem não gostar de fotografia pode apenas ler a poesia.

L&L – Áreas como, por exemplo, a ilustração e a música têm vindo a afirmar-se na sua relação com a Literatura. Como encara esse facto?

RF – As artes, sejam elas qual forem, estão sempre enraizadas na sociedade, em cada um de nós. É bonito ver declamação de poesia acompanhada com música, mesmo obras de artes acompanhadas de pequenos poemas, ou mesmo a produção vídeo-musical de imagens, poesia e música ao mesmo tempo. Desta forma a interiorização da poesia e a aproximação do sentimento do escritor ao leitor torna-se mais íntima.

L&L – A tradição oral representa, nalguns países da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globalização e a dificuldade em editar podem ser uma ameaça à perda desse património?

RF – Penso que não. Hoje em dia é muito fácil editar um livro, no entanto, o seu conteúdo, já será outro assunto. Mas a facilidade de publicação permite a permanência da língua portuguesa, superando a globalização. Há muita população no mundo, de certeza que se arranja sempre público-alvo.

L&L – A Língua Portuguesa é uma mais-valia no panorama literário mundial?

RF – Creio que sim. Sendo a língua oficial de 9 países, e falada por quase 300 milhões de pessoas. Penso que a língua portuguesa tem muito para ser desenvolvida e aproveitada pelos escritores.

L&L – Quais os seus escritores lusófonos favoritos e porquê?

RF – Luís de Camões, talvez por ser dos primeiros poetas, ter estudado em Coimbra e ter divulgado a língua portuguesa durante os descobrimentos. O outro, para mim é algo de excecional, Fernando Pessoa. O escritor com quem me identifico, talvez por não ler muito dos outros, mas em Pessoa adoro a sua capacidade de mudar de personalidade, escrita simples, como eu gosto e escrevo, paradoxos, pela capacidade de adaptação e a sua escrita sempre atual ao longo do tempo. Na sua literatura, eu revejo a minha escrita, pensamentos isolados, mas relacionados com outros, e que nem todas a pessoas têm a sensibilidade para conectar e perceber o pensamento.

L&L – Ao nível da Literatura, que medidas poderão ser implementadas para que o universo lusófono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?

RF – Deveria de haver reuniões anuais em cada um dos países da lusofonia de forma a haver essa interação entre os escritores. Para além disso, as editoras deveriam de ter um papel mais ativo nesse intercâmbio, na divulgação de escritores de diferentes nacionalidades. Embora algumas editoras já façam a divulgação de diversos escritores de diferentes nacionalidades, continua-se, por um lado, a ter escritores portugueses a não chegar a todos os países da lusofonia, e muitos dos países da lusofonia não conseguem colocar a sua literatura em Portugal, ou noutros países. A inclusão de escritores lusófonos no plano nacional de leitura, mesmo nas escolas, seria uma mais-valia para essa internacionalização, essa coesão de diversos escritores da lusofonia. E penso que o vosso sítio na internet já é um bom ponto de partida.

L&L – A Internet e os recentes suportes informáticos contribuem para o reforço e promoção do seu trabalho?

RF – A escrita e a fotografia começaram pelo entusiasmo de centenas de amigos e seguidores nas redes socias que me incentivaram à publicação de livros, tanto de poesia como de fotografia. Neste momento, já são 4 livros publicados e novos leitores e seguidores vão-se aproximando e gostando do que escrevo. Por isso, a Internet e as redes sociais, quando bem usadas permitem a divulgação do trabalho.

L&L – Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?

RF – O maior desafio foi o que me levou a ter a companhia da escrita. O que me levou a captar cada momento, de forma a eternizá-lo. O que me levou a sorrir em cada verso que escrevia. Esse foi o maior desafio.

*Entrevista realizada no âmbito do “Munda Lusófono – 2.º Encontro Literário de Montemor-o-Velho”


Add a comment

Sofia Souto Moniz: "O meu maior desafio foi publicar o primeiro livro"

Avaliação: / 1
FracoBom 

ENTREVISTAS - Escritores

alt

Sofia Souto Moniz nasceu em Lubango, Angola, em 1971. É licenciada em Letras e autodidata na expressão plástica. Desde 1990, que marca presença em várias exposições individuais e coletivas em localidades como Coimbra, Cantanhede, Mira, Rio Maior, Castelo Branco, Ourém, Condeixa-a-Nova, Vila Nova de Gaia, Leiria, Penela, Sertã, Aveiro e Coruche. Escreveu e ilustrou os livros artesanais “Aqui não há maçãs” e “Sou como o mar” (2013) e ainda o livro “Historiazinhas de trás para a frente” (2008). Ilustrou o livro “Luna – A mula branca” de Isabel Martins (2008, Papirus Editora). Também escreveu os contos “Câmbio” e “O Trilho” publicados no jornal “Independente de Cantanhede” (2008/2009). Editou em 2015 “O pirilampo que tropeça” em parceria com o projeto Arco-Íris de Cantanhede. Trabalhou como voluntária para a leitura no Agrupamento de Escolas de Mira, fez ateliers de ilustração na Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, colaborou com o núcleo Brincar no Clube, do Clube União Vilanovense, Vila Nova de Outil, Food and drinks, The giant book of the ocean, sessões: “Vamos desenhar a fachada do clube” e impressão artesanal em tela para o dia do pai. Passou igualmente por algumas escolas e jardins de infância para a dinamização de atividades à volta dos seus livros e de pequenos contos.

Livros & Leituras – Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou “profissional”?

Sofia Souto Moniz – As línguas são a forma como cada povo interpreta a realidade que lhe é dada a conhecer; daí a riqueza e variedade de vocabulário, estrutura, ritmos e sonoridades das línguas do mundo. Não me considero “profissional”; sou uma utilizadora da língua, uma utente em descoberta e em aprendizagem constantes e é por isso que escrever para mim se torna uma viagem tão deliciosa.

L&L – É preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?

SSM – Sim, acredito que ler e escrever são ações muito interligadas. Quanto mais e mais variedade se lê, maior se torna a nossa capacidade de nos expressarmos usando os recursos da língua. Mas o que é ser bom escritor? Acredito que é, antes de mais, ser capaz de fazer as palavras chegarem às pessoas e que transportem ideias e raciocínios que as pessoas percebam, a toda e qualquer pessoa, e não a elites de leitores. Por outro lado, acho que o bom leitor não é necessariamente aquele que lê as obras consideradas ”clássicas” ou “canónicas”, mas simplesmente aquele que lê de tudo e que é capaz de fazer as ligações entre o que lê e o mundo.

L&L – O seu trabalho é versátil ou, pelo contrário, tem um estilo muito próprio e facilmente identificável pelos leitores?

SSM – Tenho ainda pouca obra publicada, mas penso que quem a lê se apercebe de certas caraterísticas que são mesmo só minhas.

L&L – Áreas como, por exemplo, a ilustração e a música têm vindo a afirmar-se na sua relação com a Literatura. Como encara esse facto?

SSM – A ilustração sim, porque desde sempre que o desenho e a pintura me têm sido áreas muito queridas. E muitas vezes escrevo e desenho a par e há textos que me surgem a partir de um quadro que fiz ou de um esboço que rabisquei num caderno. A música é um mundo que ainda me é estranho, uma vez que, infelizmente, não sei cantar nem tocar nenhum instrumento. Mas, se pensarmos que ela me acompanha enquanto pinto ou escrevo e que tem de haver um ritmo dentro da minha cabeça enquanto estou a contar uma história, então sim, a música está lá comigo.

L&L – A tradição oral representa, nalguns países da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globalização e a dificuldade em editar podem ser uma ameaça à perda desse património?

SSM – A dificuldade em editar já é perda de muita coisa há muito tempo. A globalização em si, penso que terá duas vertentes: uma má em que tudo, mau e bom, chega a todo o lado e por isso cedemos ao apelativo do que nos vem de fora porque nos parece melhor, mais barato, mais exótico... Mas creio que poderá ter também uma ação menos danosa que, bem pensada, poderá trazer notas positivas à existência de todos: se cada grupo, cada cultura, valorizar o que tem, se cada cântico, cada dança, cada história, cada provérbio, cada traje, for preservado e contextualizado, a globalização não trará apenas a nós o que é dos outros, bem ou mal feito, mas levará a outros o que é nosso, preferencialmente bem feito. E por “nosso” não estou aqui a limitar-me apenas ao património Português, ou Angolano, ou Israelita, ou Apache, ou de outra origem. Pretendo referir-me às culturas de cada povo, independentemente da sua geografia. Mais do que tudo, penso que o que é preciso é as pessoas estarem atentas e (re)ensinarmos as nossas crianças a quererem aprender. Reparemos na forma como o planeta inteiro pasma e se maravilha perante a capacidade de os Americanos contarem histórias. É fantástica a sua indústria cinematográfica, não é? Mas são apenas histórias que eles nos contam. E chegam a todo o lado. Estão globalizadíssimas. Espantoso é como são (muitas delas, não todas) muito bem-feitas, e transmitidas, e promovidas, e preservadas. E muitas vezes lá vai toda a gente a correr à procura do livro para ler depois de terem visto o filme. E há promoções, convenções, estreias e ante estreias, corrida às bilheteiras – tudo à volta de um filme, de uma história. Imaginem o que se poderia fazer em relação ao património oral.

L&L – A Língua Portuguesa é uma mais-valia no panorama literário mundial?

SSM – Se não é, deveria ser. Haverá alguma outra língua em que as palavras soem como em Português e transmitam imagens com a mesma riqueza?!

L&L – Quais os seus escritores lusófonos favoritos e porquê?

SSM – Sophia, Mia Couto, Jorge Amado, Miguel Torga, Gil Vicente, Eça, Aquilino Ribeiro – Porquê? Basta lê-los. São viagens garantidas.

L&L – Ao nível da Literatura, que medidas poderão ser implementadas para que o universo lusófono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?

SSM – Penso que deveriam ser promovidas a nível superior – pelos ministérios da cultura, por exemplo – medidas e atividades para que se possam concretizar projetos, divulgá-los e levá-los para a frente. Refiro-me a projetos que aumentem a literacia das populações e lhes abram os horizontes para a riqueza em que consiste a Lusofonia. Creio também que os leitores de todas as idades poderiam chegar a muitos mais textos e livros se não estivessem soterrados pela carga de manuais escolares renovada anualmente – uma aberração! Considerem-se por exemplo estes recentes projetos de metas curriculares de leitura: há qualquer coisa muito errada neles. Sim, senhor, incluem uma variedade de autores e obras e os lusófonos estão a ser finalmente reconhecidos. Mas quem é que de facto vai conseguir alargar os horizontes de leitura quando até esses livros têm de ser adquiridos pelas famílias, pois não os há em número suficiente para todos os alunos nas escolas?! Parece-me que tornar os livros muito mais acessíveis ao público seria, pois uma medida de base para tornar os escritores lusófonos “palpáveis” para todo o público leitor. O que quero dizer com tudo isto? Pegue-se no exemplo de uma dinâmica de ações, ideias e pessoas como tem sido o “Munda Lusófono – Encontro Literário de Montemor-o-Velho”, ou nos encontros de contadores de histórias realizados no “interior esquecido e ostracizado” e não apenas nos grandes centros urbanos, mas com o nível de investimento e divulgação dos festivais de rock ou do evento Comicon. Eis medidas de coesão da Lusofonia.

L&L – A Internet e os recentes suportes informáticos contribuem para o reforço e promoção do seu trabalho?

SSM – Sem dúvida que sim. A internet tem-se revelado um bom meio de divulgação do meu trabalho e de estabelecimento de contactos: as redes sociais permitem mostrar a minha escrita e pintura e as ações que vou desenvolvendo consequentemente. Superam-se assim as distâncias, coisa que de outra forma seria muito difícil de conseguir. E não haja dúvida de que um computador permite registar e editar texto com muito mais eficiência do que o lápis e o papel, ainda que eu não abdique destes.

L&L – Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?

SSM – O meu maior desafio foi publicar o primeiro livro. Foram dois anos a enviar cópias em papel para editoras, obtendo poucas ou quase nenhumas respostas. Acabei por fazer uma edição de autor e foi um trabalho muito feliz. O meu próximo grande desafio será publicar os meus textos para a adolescência e juventude.

*Entrevista realizada no âmbito do “Munda Lusófono – 2.º Encontro Literário de Montemor-o-Velho”


Add a comment

Jaime Fernandes: "Dá-me inspiração pensar"

Avaliação: / 1
FracoBom 

ENTREVISTAS - Escritores

alt

Livros & Leituras - Quem é?

Jaime Fernandes - Alguém para quem a dignidade, a amizade e a felicidade são muito importantes; que abraça as grandes causas com todas as consequências que daí possam advir.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

JF - Desde a adolescência que, a par da música e do cinema, me dedico a ler, nomeadamente poesia, ensaio e ficção. Em jovem interessava-me mais por ensaios de filosofia, de psicologia, de política e de economia. Mas fui sempre lendo a poesia de Fernando Pessoa, de José Gomes Ferreira e dos poetas franceses de fins do século XIX e princípios do século XX, assim como alguns romances, desde Soeiro Pereira Gomes a Máximo Gorki.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

JF - Comecei a escrever bastante tarde porque nunca antes tivera disponibilidade mental para tal. O meu primeiro romance constituiu uma grande aprendizagem e proporcionou-me momentos de enorme prazer. Hoje, já não passo sem escrever, é a minha principal atividade. Escrever, vai-se aprendendo escrevendo. Só eu sei o que tenho aprendido desde que comecei a escrever, tanto no domínio da língua, como nas investigações a que me obriguei. Escrever é embarcar para outro mundo, um mundo onírico, de que se regressa sempre com pesar. Escrever é o prazer pleno, mesmo quando dói.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

JF - Gostei muito de escrever “Os canhões de Santarém que floriram em Lisboa” porque já o tinha na cabeça há muito tempo e só agora foi possível passá-lo a escrita. O livro tem muito das minhas memórias. E sentia um imperativo de consciência transmiti-las às novas gerações. Foi um grande prazer partilhá-las, sem paternalismos.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

JF - Inspiro-me em factos históricos, e no prazer que me dá ir desenrolando as estórias e inventando e construindo personagens. Dá-me inspiração pensar, a todo o momento, na partilha do que vou escrevendo e no prazer que possa proporcionar a quem irá ler, o que me faz, por vezes, entrar em diálogos fictícios com alguns dos meus amigos.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

JF - Não me considero escritor, apesar de me ocupar bastante com a escrita. A actividade de geógrafo deu-me grande prazer, mas confesso que a minha grande frustração foi não me ter dedicado à música.

L&L - Quais são os seus autores preferidos? 

JF - Fernando Pessoa, José Gomes Ferreira, Eça de Queiroz, Raúl Brandão, Aquilino Ribeiro, Vergílio Ferreira, Carlos de Oliveira, António Lobo Antunes, José Saramago.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

JF - Quem sou eu para dar conselhos, contudo, posso referir o óbvio: que leia muito, que diversifique as leituras, que tente dominar bem a língua, que adquira bons conhecimentos das várias ciências e artes e que esteja bem atento a tudo o que o rodeia, a todos os níveis.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

JF - Tenho em mãos vários projetos, que vou escrevendo simultaneamente, e desenvolvendo segundo o prazer que me vão dando, sem pressas e sem pressões.

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

O vosso projeto editorial é uma excelente iniciativa e está muito bem estruturado. A ausência de fins lucrativos, a abrangência, a diversidade, a forma e os conteúdos tornam o projeto apelativo e nobre. Divulgar a literatura e incentivar a leitura é uma ação de muito mérito em prol da cultura do país; divulgar os autores e as suas obras, aproximando-os dos leitores será sempre de louvar. Não esmoreçam.


Add a comment

Luís Santos: "O processo criativo é, sem dúvida, interessante e estimulante"

Avaliação: / 3
FracoBom 

ENTREVISTAS - Escritores

alt

Livros & Leituras - Quem é?

Luís Santos: Sou o Luís Santos, natural de S. Pedro do Sul, tenho 28 anos.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura?

LS - Há já alguns anos, não era de todo fã de literatura alguma, assim que tive o primeiro contacto com livros, essencialmente romances, comecei a dedicar-me de corpo e alma a esta arte. Lembro-me que o momento que mais me cativou para a leitura foram as primeiras obras que li de José Saramago, sendo que o primeiro contacto com o autor foi através do “Todos os Nomes”, uma excelente obra, repleta de simbolismo, mas caso me pedissem uma sugestão para conhecer Saramago certamente escolheria outras obras para um primeiro contacto, contudo esta fortuita experiência acabou por se revelar proveitosa, ainda hoje continua a ser o meu autor predileto.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

LS: Leio sempre com agrado, e o máximo possível, até que senti necessidade de fazer algo mais além de ser um simples leitor. A principal razão foi explanar alguns tópicos que acho importantes abordar, principalmente os temas que tenham impacto direto na nossa sociedade. Tento abordar temas que são considerados pela maioria como massudos e de pouca importância, criando um enredo e romanceando, dando assim a conhecer os meus ideais.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

LS -  O “Orador da Verdade”, é a minha obra proemial e até ao momento a única. O processo criativo foi sem dúvida interessante e estimulante. Esta obra retrata a vida de um individuo que nasce geneticamente incapaz de mentir, tornando-se num futuro um político, é essencialmente uma crítica ao povo que se mantém estagnado e despreocupado em relação às decisões tomadas por eles pela classe política.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

LS - No que leio, as obras de outros autores são sem dúvida uma grande influência, mas acho que a maior fonte de inspiração é mesmo o dia-a-dia, todas as situações quotidianas surtem um efeito expressivo na minha escrita.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser?

LS - Milionário, mas isso certamente não serei o único! Falando mais seriamente, gostaria mesmo de me dedicar inteiramente à escrita, se possível que fosse o meu sustento, acho que é gratificante.

L&L - Quais são seus autores preferidos?

LS - Como referi anteriormente Saramago, mas também George Orwell, Albert Camus, Elias Canetti, Ernest Hemingway, John Steinbeck .

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

LS - Não o faça, a menos que queria muito, se assim for acho que não é preciso conselhos.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

LS - Já tenho pensado outra obra, está delimitado o tema e a linha temporal da história, entre outros aspetos importantes. Assim que surgir a altura oportuna iniciarei o processo criativo. Por agora, essa obra está a uma página de começar.


Add a comment

Cristina Rocha: "Interessa-me o quotidiano do ser humano e as suas múltiplas dimensões"

Avaliação: / 1
FracoBom 

ENTREVISTAS - Escritores

alt

Começou a escrever aos 15 anos e escreveu o seu primeiro poema erótico aos 17. Tem formação académica em Turismo e estudou Música. Trabalhou como promotora comercial, em produção de eventos e, em Espanha, como animadora turística. 

Livros & Leituras - Quem é?

Cristina Rocha - Chamo-me Cristina Rocha, tenho 30 anos e sou natural de Ovar. Escrevo poesia desde os 15 anos.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

CR - Desde pequena que gosto de ler, na fase da adolescência comecei a ler livros e artigos sobre o papel da Mulher na sociedade, sexualidade e erotismo. Interessa-me o quotidiano do ser humano e as suas múltiplas dimensões.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

CR - Tinha bastante material guardado na gaveta e decidi arriscar.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

CR - Tendo em conta que “De Corpo e Alma…” é o primeiro livro de poesia, poderei dizer que há poemas de que gosto bastante.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

CR - Escrever para mim é uma maneira de libertar a minha “vida interior”, se lhe posso chamar assim. Sou bastante observadora e sempre me senti um pouco diferente, com uma grande sensibilidade. Gosto de arte, tudo o que seja diferente. Adoro o campo, possivelmente por ter crescido no meio rural tenho uma forte ligação à natureza. Tenho ainda um carinho grande pela cultura popular Portuguesa.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

CR - Mais do que ser escritor, quero fazer coisas, muitas coisas! Escrever, trabalhar na área da música (outra das minhas paixões) e ainda na área empresarial. Trabalho, como qualquer pessoa, a escrita é uma atividade paralela. Gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

CR - Florbela Espanca, Helen Fisher, Heinz Konsalik.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

CR - Boa pergunta! É difícil fazer algo de raiz, mas é também o propósito da nossa vida fazermos um caminho que é só nosso. É preciso acreditar e querer muito, e muito trabalho como em tudo.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

CR - No ano de 2016.

L&L - Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

Acho louváveis as iniciativas que promovam a cultura e a arte. O que seria a nossa vida sem livros, música, cinema, arquitetura, entre outros. Os meus parabéns e continuação de um ótimo trabalho.  J


Add a comment

PUB

NOVIDADES

A FRASE

Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão. Desiderata

PUB

Faixa publicitária

Originais

Opinião